Quarta-feira, 6 de Julho de 2011

SAMOS LIXO...

"Moody's corta 'rating' de Portugal para 'lixo' "

SAMOS LIXO! Pois samos… E digo samos com a mesma convicção de que quem o disse não percebe a diferença entre “samos” e “somos” isto é, sabem de economia mas não de português...

Não percebo de economia, felizmente. Percebo de gestão familiar ou seja, de como gerir um orçamento de modo a faze-lo chegar para os trinta dias sequentes. Sei que não posso gastar o que não tenho e por isso, não contraio empréstimos. Sei que não posso viver acima das minhas possibilidades. Sei que, se quero algo tenho de trabalhar primeiro, poupar e, só depois arriscar a ter, não sem antes avaliar se o investimento ou gasto não poderiam ser feitos em algo onde pudesse tirar mais e melhores proventos. A balança comercial da casa baseia-se em duas entradas num prato e, muitas saídas no outro. Não há espaço para desequilíbrios até porque os investimentos aqui não são em betão nem em alcatrão, nem sequer em futilidades como carros topo de gama (nem sequer de baixa gama). Aqui, os investimentos fazem-se num futuro sólido, assente numa cultura de formação e trabalho, em dar, aos descendentes, sólidos alicerces para construirem o seu futuro ao mesmo tempo que se dão as melhores condições possíveis aos que já deram, durante a sua vida de trabalho, o seu melhor e, agora, precisam de apoio.

Como eu, muitos são formados nesta gestão diária, numa gestão cuidada dos seus parcos recursos, que ao longo da vida foram tendo uma visão recatada do futuro, evitando a todo o custo endividarem-se para não entrarem em insolvência. Talvez uma visão mais conservadora ou apenas uma forma de evitar o recurso a empréstimos atrás de empréstimos para pagar depois o que se pediu desnecessáriamente.

O que sucederia se chegasse a esse nível, o de ter de contrair empréstimos para pagar os empréstimos que fizera e que gastara sem saber onde? Um dia chegaria ao banco e este já não me emprestaria mais. Restava-me ir a um agiota do mercado e enterrar-me mais ainda. Depois, ele diria que eu era lixo e que já não me emprestava mais. Isto é, ele emprestar, emprestava mas, assim, podia justificar os preços exorbitantes que me ia pedir em juros. E sabendo ele que eu não tinha outra solução, toca de colocar a fasquia bem alto. Para ele, agiota, uma excecional oportunidade de sacar mais uns trocos ao desgraçado e para o desgraçado, uma forma de se enterrar mais depressa. Mas eu, como bom pagador, dou-lhe como fiador os ordenados futuros dos filhos, a pensão da avó, o valor do condomínio do andar, etc. Assim, ele sabe que vai ter o seu dinheiro de volta, engrossado com uns valentes juros. Claro que o agiota, com a garantia desse negócio, pode ir ao banco, aquele mesmo que me havia recusado o empréstimo, pedir o dinheiro emprestado e depois devolver com alguns juros, ficando para si com uma boa porção dele. Afinal, ganham o agiota e o banco…

Pronto, acho que já percebi como funciona a economia. É diferente da gestão. Esta, devia-se preocupar em como fazer os rendimentos disponíveis gerar o melhor equilíbrio. Mas, isto é mau para a economia. Não gera dívidas. E dívidas, significa lucros. Dinheiro que gera dinheiro sem produzir absolutamente mais nada. Então, economia e gestão não são de todo compatíveis, pois não?

Estou a tentar perceber onde é que eu, cidadão conservador, poupado, organizado, pagador de impostos sobre os meus rendimentos de trabalho, que não deve o carro que está a cair de podre, que não passa ferias a crédito, que investe na geração vindoura posso ser chamado de lixo. Bem, não me chamaram mas disseram que este país é lixo. E, este país é feito de gente como eu, alguns melhores, outros piores. Então, se A implica B e B implica C, dir-se-ia que A implica C. Então, samos lixo. Samos ou somos? Não interessa. O que interessa é que não somos, de certeza, lixo. Somos tratados como tal mas apenas no interesse de alguns agiotas e de alguns bancos e por culpa de alguns imbecis que armados em gestores alimentaram os vorazes apetites daqueles.

Ainda bem que não percebo nada de economia… senão ainda pensava que eles até tinham razão…

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.         

 

Como podem observar, escrevi com os erros todos que aprendi.

Não falo da má construção das frases nem das ideias mal expostas que essas, não têm cura. Falo da nova grafia. Por isso, para não ter de me preocupar com isso, escrevi como sabia. Depois, porque não pedir ajuda ao "programinha" de correção do novo acordo ortográfico? Pois, o Lince, disponível para download no site do Ministério da Educação. Fica esta dica pelo trabalho que tiveram de estar a ler esta borrada toda...

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publicado por Francisco às 00:38
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